segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Madeira envelhecida ?!




Muitos luthiers tem por hábito declarar que seus instrumentos são construídos com madeiras envelhecidas, o que em parte é verdade.
 Alguns chegam a dizer que seus instrumentos são confeccionados com madeiras que foram cortadas entre 30 e 300 anos e isto também pode ser verdade!
Eu sei que existem madeiras com esta idade e até mais velhas que isto e que alguns móveis antigos também podem ser serrados para construção de instrumentos, o problema é que quando se fala em madeira "Aged" ou envelhecida, está se falando do tempo e não da qualidade desta madeira.
 Uma árvore precisa de tempo para amadurecer como qualquer ser vivo, não podemos esquecer  que o mercado não espera e que a todo momento vemos caminhões e mais caminhões de madeira verde aportando nas lojas. Se uma madeira não "amadureceu" o bastante para ser cortada, se não chegou na sua fase adulta, não está estável suficiente para ser utilizada na construção de instrumentos musicais.  Esta mesma madeira cortada na época errada, pode carunchar, rachar, trabalhar demais e jamais vir a ser uma madeira de altíssima qualidade, mesmo depois de envelhecer 200 anos.
 Se apenas o envelhecimento fosse benéfico, poderíamos guardar caixas de maçã por 200 anos e depois estariam perfeitas para a construção de violões.
Madeiras são filtros que permitem a passagem maior ou menor das diferentes frequências, elas conduzem a vibração mas, sem estrutura certamente roubarão vibração, trabalhando de forma errada quando submetidas as tensões das cordas.
Muitos músicos se preocupam mais com o material que o violão é feito, do que com o som propriamente dito.
Precisamos derrubar mitos de que a melhor madeira é aquela que os europeus determinaram... mal sabem eles da variedade que temos e da profusão de possibilidades tímbricas de nossos instrumentos.
Abram os ouvidos!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Algumas plantas de violões...

http://www.gitarrebassbau.de/viewtopic.php?f=10&t=6

Se você gostaria de construir um violão ou guitarra, ou até outros instrumentos, saiba que existem milhares de plantas destes instrumentos na internet.
O luthier de verdade, deve saber que não basta seguir o que está escrito e sim o equilíbrio de tudo.  Tal qual uma partitura para o músico, a planta não traz a interpretação, ela apenas indica um norte para o construtor.
Aqui estão alguns endereços de sites que disponibilizam plantas de instrumentos:

http://www.guitarplansunlimited.com/
http://www.grellier.fr/plans.php?lang=fr
https://sites.google.com/site/guitarplanscollection/pdf-files/fender-ish
http://ultimate-guitar-online.ultimate-online-services.com/zencart/
http://www.luth.org/plans/instrument_plans.html
http://www.luthiertalk.com/forums/plans-designs-software/363-guitar-plans-blueprints.html
http://www.gitarrebassbau.de/viewtopic.php?f=10&t=6

Vamos construir galera!!!!!!!!!!!

domingo, 10 de janeiro de 2016

Afinação e Lutheria


A física da afinação
Por Fernando Bernardo

Quando tocamos um instrumento como o violão, cavaco, guitarra... estamos tocando em um instrumento temperado, ou seja, que possui divisões em semitons, denominadas casas... muito diferente de pianos ou harpas que possuem cordas específicas para cada nota.  Cada casa do violão equivale a um semitom, que é o menor intervalo da música ocidental.
Cada corda possui um calibre e está afinada em determinada nota.  Cada nota precisa estar afinada com sua equivalente de mesmo nome, encontrada nas cordas e casas vizinhas, assim em toda a extensão da escala, bem como os seus harmônicos.  
Para que não haja discrepância e a afinação possa ocorrer corretamente, precisamos compreender como funciona a física da afinação.

Precisamos analisar alguns fatores interessantes:

Quando apertamos o dedo contra a corda, estamos aumentando a tensão em cima dela, isso faz com que a nota da corda solta sofra alterações para cima, ou seja, a afinação começa a subir, até que a corda encontre a casa desejada e fique presa, pressionada contra o traste. Estamos esticando a corda, do ponto de repouso (corda solta) ao ponto de travamento (traste e casas desejadas).  Da mesma forma, quando tiramos a pressão da corda, voltando ao ponto de partida a nota vai ficando mais grave e a tensão vai diminuindo, até alcançar o repouso novamente na nota de origem. 

Mudamos a tensão sem mudar o calibre, comprimento ou massa da corda.

Quanto mais subirmos na escala, nos aproximando das últimas casas, maior serão as mudanças na tensão, as casa vão diminuindo para alcançarem frequências mais altas e maior será a diferença na afinação, pois a corda estará mais longe da escala e dos trastes.

A afinação também está na construção de uma escala bem dividida.

A fórmula utilizada pela maioria dos Luthiers é a regra 18 ( 17.817 ).  Este é o fator que quando dividido pelo comprimento total da escala, dá origem aos comprimentos de cada casa, nos instrumentos temperados.

Acontece que só isso não garante nada, já que a afinação depende do comprimento da escala e da sua compensação... 
   
Quando apertamos a corda, aumentamos a tensão e mudamos o Pitch.  Por causa deste fato, aumentamos o comprimento da corda, alterando o local do rastilho, compensando assim a diferença de afinação quando a corda é esticada, por este motivo, vemos um rastilho torto ou com degraus nos violões de cordas de aço. 

Os violões de cordas de nylon também precisam desta compensação, mas em menor grau devido a menor tensão.

No caso da guitarra e do baixo, o recurso de aumentar e diminuir o comprimento da corda, se encontra nos carrinhos da ponte, que podem ser alterados para frente e para trás de acordo com a necessidade de cada corda, para que possam ser oitavadas perfeitamente.

O comprimento da escala também pode diminuir a tensão da corda, quando afinada no mesmo pitch.  Isto explica o fato de certos instrumentos serem mais confortáveis, mas não é só isto:

O material das cordas também afeta o timbre e a tensão.
O posicionamento equivocado do rastilho e ou da pestana, pode afetar a afinação.
O posicionamento dos trastes é fundamental, incluindo a colocação do mesmo, já que qualquer alteração pode provocar ruídos, erros na afinação das oitavas entre casas ou perda de vibração da corda.  Problemas muito frequentes em instrumentos chineses de baixo custo e em instrumentos mal construídos.

Cordas revestidas como as do bordão “lá (A)”(encordoamento de aço, por exemplo) tem maior massa e por este motivo, possuem sonoridade mais grave quando comparadas a cordas finas, como a prima ”B (si)” que não possui revestimento.

Se trocarmos um encordoamento 0.10 , por um outro  0.12, notaremos um aumento na tensão, na massa e no timbre mais encorpado. 

Neste caso, o aumento da tensão e da massa, trarão a necessidade de uma diminuição da ação, (altura das cordas) para que se mantenha o conforto e a afinação menos alterados. 

O aumento de massa, provoca um movimento mais lento da corda, o que aumenta a inércia.

Cordas sem revestimento são mais tensas proporcionalmente, que cordas revestidas o que provoca a necessidade de uma maior compensação. 

O revestimento nas cordas agrega massa sem mudar a rigidez, já que o interior da corda é fino e a forma como o revestimento é enrolado cria uma maleabilidade maior.  Podemos imaginar o pesadelo que seria tocar em uma corda 0.50 sem revestimento... um arame!

Ufa...

A compensação do rastilho resolve um problema, criando outro menor, mas não menos importante.
Muitos músicos se dão conta de que as cordas soltas ficam levemente desafinadas, após a compensação do rastilho, assim devemos trabalhar a pestana (nut) para encontrar o ponto ideal de afinação das cordas soltas...

Na verdade, o certo seria afinarmos pelas frequências para fazer a marcação de cada casa do braço, verificando através das cordas já instaladas, onde cada casa deve estar para que haja uma perfeita afinação, mas isto causa uma mudança da medida de cada casa, se diferenciando do tipo de construção de escala em que estamos acostumados... é papo para mais de hora!

A  extensão relativa da escala e a tensão das cordas muda quando um instrumento é tocado, já que a tensão ou distensão das cordas afetam o braço, que está permanentemente trabalhando para frente e para trás, provocando mudanças também no âmbito geral da afinação.  Dependendo do estilo musical ou de como o músico toca, mais forte ou mais fraco, isto se dará com maior ou menor influência.

A força com que o músico aperta as cordas também altera a afinação!!

O clima e humidade também afetam a madeira e isto poderá ter consequências na afinação e na tocabilidade.


Não esqueça que cordas também apresentam defeitos de fabricação e isto pode te enganar, colocando a culpa onde não existe.  Cordas também podem vir com pequenas variações de calibre, o que também afetam a tensão...

Colocar a corda de forma errada, destrói qualquer afinação.

Tarraxas de baixa qualidade matam qualquer a afinação.

Trastes irregulares, desalinhados, sujos, levantados, empenados, descolados, desgastados... podem alterar o som e a afinação.

Se você quer saber mais sobre Lutheria ou se tornar um Luthier, venha conhecer os cursos da 
Beluthier.

Beluthier  -  Rio de Janeiro   -   Rua Conde de Bonfim 685,  Lj 217  Tijuca                                    Horário de funcionamento:  de terça a sexta, das 13 ás 19 horas.  Tel.: 2238-1928 / 99996-3663 / 99708-0777.
Saída B da estação uruguai do metrô.

www.beluthier.com

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Curso de lutheria 2016 ( violão, guitarra sólida e baixo )



Olá pessoal.

Estamos completando 21 anos do curso de lutheria Fernando Bernardo e neste mês estamos abrindo novas turmas para os cursos de construção de violões guitarras e baixos.
Os cursos da Beluthier ensinam a você tudo o que é preciso para ser um luthier profissional, desde a escolha das madeiras, técnicas e ferramentas, até como atender o público da forma correta.
Atualmente temos dois formatos de curso:

- O primeiro é o curso regular de construção, cuja duração varia entre um ano e meio à dois anos.  Esta é a modalidade que oferece ao aluno, a melhor oportunidade de amadurecer as técnicas aprendidas, com tempo para formular perguntas e desenvolver habilidades.
No decorrer do curso, o aluno tem a oportunidade de vivenciar a rotina do atelier, vendo como são feitos os diversos serviços, durante o horário de aula.
As turmas são de no máximo 3 alunos, um por bancada, e cada aluno constrói seu instrumento individualmente.  Ao fim do curso regular, os instrumentos são dos alunos.

O material utilizado é comprado à parte pelo aluno, sob nossa orientação.

- A segunda modalidade é o curso intensivo, que tem duração de 4 semanas e onde o aluno faz uma imersão profunda na lutheria.
As aulas são diárias, com 5 horas de duração 5 vezes por semana e o professor fica ao lado do aluno acompanhando todo o processo, ajudando e tirando todas as dúvidas.
Este curso inclui o material.  O instrumento também é do aluno.
As aulas dos cursos regulares são semanais, tem duração de uma hora e meia, quatro vezes por mês.

Alguns tópicos das aulas:

- Escolha, secagem e cortes da madeira.
- Propriedades físicas da construção
- Afiação
- Posicionamento e trabalho com as ferramentas na bancada
-Trabalho com máquinas manuais e estacionárias
- Marcação de escalas
- Formatos de corpos e braço
- Ergonomia
- Voicing
-Vernizes, aplicação e polimento
-Colocação de trastes
- Nivelamento e boleamento de trastes
- Curvatura de laterais
- Leque harmônico tradicional e moderno
- Hardware
- Elétrica de sólidos...

Professor de sólidos:  Giorgio Benedettini
Professor de acústicos e eletro-acústicos:  Fernando Bernardo

Além dos cursos de lutheria, somos especializados em construção, manutenção, restauro e regulagem de sólidos e acústicos.

Email.: beluthier@gmail.com
https://www.facebook.com/fernandobernardo.luthier
https://www.facebook.com/beluthierguitars
www.beluthier.com

Venha nos conhecer!

Beluthier

Rua Conde de Bonfim  685  Lj, 217  Tel.: (21) 2238-1928  -  99996-3663  ou  (21) 99708-0777 (Fernando Bernardo)
Horário de Funcionamento do Atelier:  de terça a sexta, das 13 ás 19 horas.  (temos turmas a noite, depois deste horário)


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Nova Guitarra de Alex Meister, montada e pintada na Beluthier.

Este restauro aconteceu a quatro mãos, com Fernando Bernardo e Giorgio Benedittini.


Esta guitarra chegou desmontada no osso e foi totalmente restaurada.  Troca e retífica de trastes, pintura e polimento, montagem, regulagem e no final, o aval do dono da criança: Alex Meister, que aprovou todo o trabalho.  Valeu!

Encontro de violões de 7 corrdas, feitos por Fernando Bernardo n Beluthier!

É importante saber a evolução dos instrumentos, por este motivo, de vez em quando peço aos clientes que venham ao meu atelier para fazer uma avaliação e comparação dos instrumentos que fiz, no intuito de aprimorar a construção e verificar a evolução de cada um.  Grata surpresa, filhos crescendo fortes e sadios!
Obrigado a todos!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Instrumentos de fábrica ou de luthier

Instrumentos feitos a mão x instrumentos de fábrica.

Eu gostaria de traçar um paralelo sobre estes dois instrumentos.
Instrumentos de fábrica pretendem atender a grandes mercados, vendidos em muitas lojas, com a proposta de serem consumidos como um artigo de necessidade, moda ou de tecnologia e que em muitas vezes é apenas objeto de consumo momentâneo e com uma certa obsolescência programada.  Claro que eu não estou falando de todos, existem marcas que se preocupam com a durabilidade, sonoridade e tocabilidade de seus instrumentos e possuem ótimo custo benefício.   Gente!  Instrumento musical é uma ferramenta e tem função especifica.
Recebo diariamente em meu atelier, instrumentos de fábrica, com problemas dos mais diversos tipos:  cavaletes soltos, mão quebradas, braços empenados, tarraxas duras, com problemas de afinação, etc e não é privilégio de instrumentos de baixo custo não! Acredito que trinta por cento dos instrumentos que chegam ao mercado hoje, terão algum tipo de problema em no máximo dois anos, seja por conta da construção, do clima, ou até mesmo por conta do mau uso.  Em cinco anos, mais da metade destes instrumentos já terão problemas tão sérios que o restauro poderá se tornar inviável, dependendo do custo do instrumento.  Você deve estar se perguntando por quê?   Porque é preciso vender!  O que vc acha de um instrumento cuja cola não é reversível, ou seja, colar de volta se torna um trabalho hercúleo, cujo verniz é tão duro que abafa o som, cujas tarraxas quebram mais rápido do que o prazer de tocar, as cordas são um lixo, a regulagem não existe, garantia então é artigo de luxo!  Já reparou que o vendedor quer sempre te fazer comprar algo mais, dificilmente vemos um vendedor dizer: você não precisa de mais nada, apenas isto.  Falta informação!
Quando vc compra um instrumento de um bom luthier, está comprando um instrumento que foi pensado para ser uma ferramenta do músico, instrumento leve e sonoro, construído para facilitar a execução, com um acabamento que não prejudica a sonoridade, tarraxas que duram e afinam com precisão, garantidos pelo profissional luthier, que tem um nome a zelar e que fará de tudo para te satisfazer.
Quantos músicos iniciantes perdem o interesse na música, por conta de instrumentos que dificultam a aprendizagem, com cordas insuportavelmente altas e sonoridade nasalada.  Aqui vai uma dica:  compre instrumentos de madeira maciça, dê preferencia aos instrumentos bem acabados, sem sobras de cola por dentro e de profissionais que estejam perto de vc, ou que você tenha fácil acesso.
 O luthier deve se ocupar do estudo de todas as falhas visíveis dos instrumentos de fábrica e fazer a diferença em seu próprio instrumento, atendendo o cliente com o interesse em satisfazer a sonoridade que se pretende.  Esta cumplicidade entre o luthier e o músico não é um artigo de luxo, é uma necessidade.  Muitos pensam que o luthier é um profissional caro, fora da realidade e talvez ele realmente esteja fora da realidade de massa, mas pare pra pensar: se você almeja se tornar um músico profissional, deve começar a encarar que muitos dos instrumentos que você vê por aí não atendem as necessidade de músicos profissionais.  Você já viu um Stradivari sendo vendido em uma loja?  Um Smallman talvez?   Existem violões por exemplo, que chegam a custar cem mil dólares.  O exemplo é o violão modelo PIcasso, da luthier canadense LInda Manzer e sabe quem toca nele?  Pat Metheny.   A questão é:  qual é a minha intenção na hora de escolher um instrumento.  Saiba que as vezes o barato, sai caro.  Pense no seguinte:  um instrumento que aqui custe 600 reais, não terá qualidade... Porque se ele custa isso aqui, foi produzido por no máximo 120 reais, ou se quiser, em torno de 50 dólares... pense o que você compra com esta quantia.
Vejo no mercado de guitarras e baixos uma transgressão da qualidade, tão grande quanto nos violões.  Os corpos de instrumentos sólidos tem vindo com muitas colagens, com madeiras de densidades diferentes, madeiras que mais parecem isopor e mal seguram os postes das pontes... lindos, bem pintados, acabados e novos, mas não por muito tempo.  Cópias de Fender e Gibson invadem o mercado nacional, transformando este mercado em uma guerra de nervos!
Informe-se, aprenda a escolher, ouça, toque, siga o seu coração, seu bolso, suas crenças, mas esteja aberto a conhecer outros mundos, outros luthiers, outras propostas, até encontrar aquele instrumento que tenha a sua cara... em último caso:  aprenda a fazer!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Violão Corcovado by Fernando Bernardo



Mais um violão, mais um filho, mais uma alegria...  O modelo Corcovado foi desenvolvido para o músico que curte tocar acordes sem perder a definição dos solos, com uma pegada muito confortável.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013


Se você quer aprender a construir violões e guitarras, reserve a sua vaga no curso de Lutheria da Beluthier com Fernando Bernardo, no Rio de Janeiro.

As vagas são limitadas.
Não deixe passar esta oportunidade!
Venha e descubra as inúmeras possibilidades que a Lutheria pode oferecer.

*Turmas de 3 alunos
*Turmas no turno da manhã, tarde e noite de segunda à sexta e quinzenalmente aos sábados, (você escolhe!)
*Aulas 100% práticas
*Ambiente climatizado
*Abordagem de todas as técnicas de construção aplicadas na Lutheria
*Construção de 1 violão durante o curso
*Aulas semanais de 1 hora e meia de duração
*Aprenda a envernizar, serrar, plainar, amolar ferramentas, lixar, polir, construir formas e gabaritos, fazer manutenção, regulagem, etc
*A duração do curso varia de acordo com o empenho e interesse dos alunos (a duração média varia entre: um ano e meio e dois anos)

Aqui você aprende fazendo, não fica só na teoria.

Valor da mensalidade: R$ 580,00
O único gasto que o aluno tem além da mensalidade é com as madeiras e hardware utilizados na construção dos instrumentos, que ao final do curso são do próprio aluno.

Não vendemos madeiras, mas indicamos os melhores fornecedores do mercado.

Muitos luthiers cariocas já tiveram aulas com Fernando Bernardo e hoje trabalham por conta própria.
Faça da crise uma oportunidade. Este é um investimento que servirá pro resto da sua vida!
Venha participar e descubra o artista que mora em você.

BELUTHIER
Rua Conde de Bonfim 685 Lj 217 Tijuca Rio de Janeiro
Tel: 2238-1928 / 9708-0777 (Bernardo)
Horário de atendimento ao cliente: das 13:00 às 19:00hs

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Voltando a escrever...

E aí pessoal viciado em lutheria!  Estou de volta.

Sei que passei muito tempo longe daqui, apenas desenvolvendo o meu trabalho dentro do atelier e atendendo os clientes, mas precisei de tempo para desenvolver novos desafios e estou de volta para comentar sobre todas as novidades.

Hoje gostaria de apresentar a vocês o curso de construção de guitarras com Giorgio Benedettini, que foi meu aluno nos idos de 1995/1996 no curso de construção de violões e que agora é um mestre na construção de sólidos: guitarras e baixos.

Eu sempre quis desenvolver este curso para a Beluthier, mas como meu tempo é curto e tenho meus alunos do curso de construção de violões, acabei deixando esta ideia de lado por mais tempo. Agora, já temos tudo pronto e estamos de portas abertas para os interessados em construção de guitarras.

Por não abordar algumas técnicas da construção de acústicos,  vejo este curso como um nível intermediário da lutheria.

Assim como acontece nas aulas de construção de violão, nossa ideia é que o aluno fixe seus conhecimentos com a prática. Ele será estimulado, ao longo do tempo, a descobrir suas aptidões e desenvolvê-las. O roteiro parte de um projeto de instrumento que o aluno tornará realidade aprendendo sobre uso de ferramentas, materias e componentes, construção, parte elétrica, regulagem, manutenção e acabamento.

Nosso objetivo é que o aluno chegue ao final do curso com bem mais do que um bom instrumento e novos conhecimentos, mas com a consciência de que o aprendizado é um processo contínuo, para toda a vida.

Atualmente a previsão de duração deste curso é de doze a dezoito meses, dependendo do rendimento de cada aluno.  As aulas são práticas e o instrumento é do aluno ao final do curso.  A mensalidade atual é de R$ 530,00 e o único investimento que o aluno faz além deste valor será nos materiais da guitarra, que é do aluno ao final do curso.

Então galera... é isso.

As turmas estão abertas, quem quiser se matricular pode se inscrever na Beluthier:  (21) 2238-1928 de terça a sexta, entre 16:00hs e 19:00 horas.
 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Valeu o trabalho!

Clique nas fotos para ampliar

Eu confesso que quando vi este instrumento, tentei dissuadir o cliente de restaurar sua Golden modelo Les Paul.
A guitarra chegou adesivada com o rosto do Bob Marley cobrindo um problema na pintura, com captadores sofríveis, cheia de massa, tarrachas com folga... enfim, ele foi firme no propósito e me convenceu.
Deu trabalho, mas no final valeu a pena!
Ah! Agora ela respira na madeira e fala com dois classic 59.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A fórmula do som

Olá pessoal!
Dêem uma olhada no link abaixo, é um vídeo sobre o som, muito legal.

.:. TV PUC-Rio .:.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Curso de construção de Guitarras na Beluthier


Agora chegou!!!!!!!!!!!

A Beluthier está abrindo inscrições para o seu mais novo curso de construção de guitarras sólidas, no Rio de Janeiro.  As inscrições começam em setembro, mas como as vagas são limitadas, os interessados poderão fazer a pré inscrição agora no mês de agosto.  As turmas serão de no máximo 3 alunos e haverão horários na parte da manhã, tarde e noite, inclusive aos sábados.  Os interessados deverão entrar em contato com a Beluthier pelo telefone 2238-1928 ou pelo email: beluthier@gmail.com

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Violão modelo Alto Gávea 7 cordas



Recebi alguns emails de pessoas que acreditaram que este modelo, apresentado na Montreal Guitar Show 2012 fosse um instrumento de tampo laminado.  Gostaria de dizer que não construo violões de tampo laminado, como também não uso nada laminado em meus violões e é este o grande diferencial deste instrumento.  O tampo é construído com peças maciças de abeto e western red cedar, recebendo a estrutura do leque harmônico para sustentar as diferentes formas triangulares de tampo.  Toda vibração parte do centro do cavalete e emana para todo o instrumento, aumentando a vibração de monopolo.  A luz passa naturalmente pelo tampo de abeto, mas não pelo cedar, o que explica a foto a cima e ajuda a responder a outros emails que duvidaram da estrutura deste violão, acreditando que o tampo fosse fino demais e que por este motivo o instrumento pudesse entrar em colapso.
Em cada estudo de construção, onde todo ou parte da arquitetura ou engenharia é modificada, faço estudos profundos e muitos testes até conseguir um resultado positivo, jamais colocaria a minha reputação em risco, principalmente em um evento internacional.
O caminho do luthier começa depois que ele aprende a construir, vejo muitos construtores de violão fazendo cópias de instrumentos por não acreditarem em uma possível melhora do som, da tocabilidade, ou ainda por medo de errar.  Gostaria de dizer que o erro é a chave do acerto e que só o tempo amadurece o conhecimento.
O violão está sendo estudado por milhares de pessoas pelo mundo, eu sou apenas mais um que se dedica a contribuir com uma nova leitura... os resultados tem sido surpreendentes.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Montreal Guitar Show 2012



Olá pessoal.

Mais uma vez, estive em Montreal representando a lutheria brasileira de violões.  Este é um link para o site francês La Guitarre, que mostra o Músico Karl Marino tocando o modelo Gávea especial de 7 cordas.  Espero que gostem... este filho estava com 15 dias de nascido!
Abraço!

http://www.laguitare.com/guitare-lutherie-salon_de_guitare_de_montreal_2012-fernando_bernardo-gavea_7_cordes-7679-0.html

sábado, 8 de outubro de 2011

História do Pau Elétrico (Travel Guitar)

Estava pesquisando um pouco e descobri este texto, que fala deste grande invento brasileiro. Poucos sabem que este instrumento deu origem ao que chamamos hoje de Travel Guitar...

Pau Elétrico
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A guitarra baiana de cinco cordas dos dias atuais evoluiu a partir do pau elétrico ou cavaquinho elétrico, construído na década de 1940 [1,2] por Adolfo Dodô Nascimento e Osmar Álvares Macêdo, em Salvador, Bahia. Consistia em um braço de um cavaquinho montado sobre um pedaço comprido de jacarandá, um captador magnético caseiro e quatro cordas afinadas em quintas (Sol-Re-la-Mi, ao modo do bandolim), resultando em um cruzamento eletrificado entre dois instrumentos acústicos, com uma 'caixa' completamente sólida.

Esta combinação cumpria com as exigências dos seus criadores, que tinham o custume de tocar os seus cavaquinhos afinados como bandolim [3]. Simultaneamente, a mesma abordagem foi usada para criar uma versão de 6 cordas do pau elétrico, com o braço e afinação de um violão [4]. Os instrumentos estão preservados pela família Macêdo e permanecem em condição de uso. Dodô e Osmar nunca registraram a sua invenção, e apenas no final dos anos 1940 tomaram conhecimento da existência de guitarras elétricas de corpo sólido feitas nos Estados Unidos [5].

O fato que a guitarra baiana evoluiu em um contexto completamente "nativo" é de considerável importância para a história da música popular da Bahia. Assim, o instrumento disfrutava de uma vantagem em relação a modelos e estilos de guitarra elétrica importados posteriormente, o que muito ajudou a sua individualização musical.

A circunstância do pau elétrico ter surgido no mesmo período de tempo que alguns importantes ancestrais da guitarra elétrica nos Estados Unidos (como o Log Guitar deLes Paul, de 41 e as e as patentes arquivadas por Leo Fender e Doc Kauffman em 44), chegou a inspirar teorias que a guitarra elétrica moderna pode ter sido inventada no Brasil. Embora colocar as coisas desta maneira seria rebuscado, é possível afirmar que opau elétrico, considerando a sua afinação de bandolim de junto ao fato que modelos debandolins elétricos de corpo sólido não apareceram nos Estados Unidos até os anos 1950, pode ser visto como o mais antigo bandolim elétrico de corpo sólido conhecido.

Note-se também que o pau elétrico na imagem foi feito 'sem cabeça' (ou seja, a cabeça está localizada não no final, mas noinício do braço, servindo ao mesmo tempo de cavalete) o que lhe confere uma aparência bem moderna, lembrando a um Chapman Stick. Esta idéia anticipa nítidamente os desenhos do desenvolvidor norte-americano Ned Steinberger dos anos 1980. Note-se também o headstock unilateral do pau elétrico (ou seja, a cabeça é assimétrica, com todas as tarraxas no mesmo lado), uma inovação normalmente considerada de ter surgido com o chamado scrolled headstock dos instrumentos desenhados por Paul Bigsby, e Leo Fender, a partir de 1947 [6].

Maiores informações no site abaixo:

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Problemas com ymail do yahoo!

Atenção clientes e amigos.
Estamos tendo problemas com os emails do Yahoo. O email: "beluthier@yahoo.com.br" está temporariamente inoperante. Estamos usando o email do nosso site (contato@beluthier.com.br) e o email: beluthier@gmail.com
Caso você tenha nos enviado algum email e estiver percebendo a demora de sua resposta, por favor reenvie para o novo email.
Agradecemos a compreensão.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Fernando Bernardo entre os dez mais inovadores luthiers da MGS!




A revista Guitar Player americana publicou no seu site os dez mais inovadores luthiers da Montreal Guitar Show e o Violão Gávea 20º aniversário está entre eles!

Aqui vai o link: http://www.guitarplayer.com/article/ten-forward-thinking-luthiers-at-the-2011-montreal-guitar-show/5305

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Montreal Guitar Show




Olá pessoal!

Recentemente eu tive o prazer de ser indicado a participar da Montreal Guitar Show no Canadá, onde pude apreciar o trabalho de grandes luthiers como: Linda Manzer, Pagelli, Ken Parker, Michael Greenfield, entre outros. Foi uma oportunidade única de aprender um pouco mais sobre a Lutheria mundial, através de luthiers de diversas nacionalidades.

Para mim foi um grande presente, ter sido tão bem recebido e ter obtido a atenção e o respeito de luthiers com este nível.

Eu agradeço aqui a todos aqueles que acreditaram no meu trabalho e que estiveram do meu lado a cada dúvida e a cada vitória. Um agradecimento especial a Amanda (minha esposa) que esteve ao meu lado a todo momento e que me deu força para chegar onde cheguei.

Agradeço aos meus pais, irmã e amigos pelo apoio, meus alunos pela paciencia e dedicação e a Deus, por ter me guiado até aqui.

Este endereço abaixo, mostra um dos violões que construí para este evento, sendo tocado pelo violonista Karl Marino. Este foi o modelo Gávea 20 aniversário.

Espero que gostem!

www.laguitare.com/luthiers_salon_de_guitare_de_montreal_2011.php?id=1&lid=1701

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Universidade do Paraná (Curso de Lutheria)

A Universidade do Paraná, possui um curso superior em Lutheria. Quem quiser mais informações, pode dar uma olhada neste link: http://redeglobo.globo.com/videos/globouniversidade/v/luteria/1512670/

Para quem não pode se deslocar até o sul e mora no Rio, sugiro conhecer o curso da Beluthier.

Saudações!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Fernando Bernardo (Beluthier) na Montreal Guitar Show 2011

Olá Amigos!

É com grande orgulho que anuncio a participação da Beluthier na Montreal Guitar Show, realizada no Canadá.
Grandes luthiers de várias partes do mundo participam deste mega evento que ocorre paralelamente ao Festival de Jazz de Montreal. Fui indicado a participar, apresentando o meu trabalho em violões clássicos e de cordas de aço, sendo o único luthier brasileiro a expor.
Esta é mais uma oportunidade para mostrar que o nosso trabalho não deve em qualidade quando comparado a luthiers de outras partes do mundo.

Montreal Guitar Show

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sound Port

The Corker

Muitos Luthiers atualmente, estão adotando as chamadas "Sound Port" ou aberturas nas laterais do violão, buscando um local ideal para o favorecimento de determinadas frequências. A foto de um experimento do luthier Alan Carruth, mostra um violão com vários furos tampados por rolhas de vinho, desta maneira podemos experimentar a sonoridade em cada região, é mais uma boa ferramenta para o aperfeiçoamento deste instrumento.
Beba com moderação!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Beluthier na Woodcraft

Olá pessoal!

Aqui vai um outro vídeo para os amantes da lutheria, marcenaria e afins... dentro da Woodcraft, loja de ferramentas especializada em equipamentos para madeira, em San Carlos, Califórnia.

http://www.youtube.com/watch?v=J6qlbXq8URc

Uma Homenagem ao trabalho do mestre Somogyi

http://www.youtube.com/watch?v=wRoWdXuLLII

Esta é uma homenagem da família Beluthier ao trabalho deste grande mestre da lutheria.

O vídeo mostra imagens do curso de voicing guitar, que acontece uma vez por ano em Oakland, CA.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Overdubbing na Beluthier

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Olá amigos.

É um prazer estar aqui divulgando a matéria que o site Overdubbing publicou sobre o meu trabalho e sobre a Beluthier. Agradeço ao André Iunes, editor do site Overdubbing, que reconheceu o diferencial do meu trabalho e se interessou pessoalmente em publicar este vídeo.

Este reconhecimento é mais um incentivo para continuarmos a desenvolver o nosso trabalho.

http://www.overdubbing.com.br/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Somogyi`s Guitar Voicing Class 2010

Olá amigos!
No início de novembro eu tive o prazer de participar do curso de Ervin Somogyi (Guitar Voicing Class 2010), em Oakland na Califórnia (EUA).
O curso teve duração de 7 dias e foi voltado inteiramente para o aperfeiçoamento da sonoridade do violão de aço e clássico.
Foi uma ótima experiência para aprender novas técnicas e confirmar a qualidade do trabalho que estamos desenvolvendo aqui no Brasil.
Uma vez por ano, Somogyi recebe em seu atelier, um grupo de no máximo seis experientes luthiers e eu tive o prazer de ter sido o primeiro brasileiro a participar.
Para quem não conhece, Ervin Somogyi é o que eles chamam de Master luthier. Reconhecido internacionalmente pelo altíssimo nível de seus violões e com mais de quarenta anos de experiência, Somogyi constrói não apenas violões, mas também obras de arte.

http://www.esomogyi.com/

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dixie Michelle - Making A Classical Guitar

Para se construir violões de alto nível, basta querer, se empenhar e principalmente amar o que se está fazendo. Lutheria é uma arte de vida! Dêem uma olhada neste vídeo, ele é o exemplo de que não existem barreiras quando se tem uma vocação verdadeira.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Beluthier no Ar!!!!


Agora você já pode acessar o nosso site ( http://www.beluthier.com.br/ ) e conhecer um pouco mais dos violões, cursos de lutheria, restauros, venda, etc. Venha nos visitar!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Violões Artesanais da Beluthier.

Este vídeo é uma homenagem a todos os que ajudam a Beluthier a ser o que é. Fruto de um trabalho apaixonado e comprometido com a qualidade.

Nosso amigo Wilmar Greven, músico, arranjador e compositor de mão cheia, apreciando o modelo Corcovado na Beluthier.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Rosetas Pergaminho

Muitas pessoas gostariam de saber como são feitas estas rosetas de instrumentos barrocos, que material é utilizado em sua construção, como se fazem os diferentes níveis de filigrana, etc.
Aqui está o passo a passo para se fazer uma!
Obs.: Eu só fiz a tradução!!!!!

A Roseta Pergaminho

Um homem com um violão em estilo barroco queria acrescentar uma roseta pergaminho para ele. Estas são rosetas decorativas feitas de vitelo (bezerros, pele de cabra), muitas vezes com várias camadas de profundidade, tipo um bolo de casamento, só que para baixo. Alguns podem ser imensamente elaborados. Este trabalho baseia-se no século XVI roseta italiana, COM três níveis de profundidade. No original, havia três camadas de pergaminho por nível, mas só estou fazendo duas camadas por nível. O projeto em si é levemente complicado pelo fato de que ele está sendo adicionado ao instrumento após o instrumento estr concluído, e o dono quis que a roseta pudesse ser removida, o que significa que tiveram que ser estruturalmente mais sólida do que algo que seria construída integralmente no instrumento. Eu nunca realmente fiz um pergaminho desta maneira antes, por isso tornou-se uma experiência interessante, tanto em "ciência dos materiais" como na técnica.

O design como tentativa. Isto é o que você veria olhando para baixo, embora a partir de uma visão lateral seria composto por três camadas. O topo é apenas o anel externo e sua franja. O segundo nível é a borda do anel externo para a franja ao redor da estrela de seis pontas. A camada inferior é a própria estrela. Cada camada é de cerca de 1 / 2 polegada de profundidade. Toda rosa é pouco menos de três polegadas e meia de diâmetro.

Comecei por adquirir alguns pergaminhos de pele de cabra da Stern Tanning Co., que demorou um pouco, mas recebi algumas peças agradáveis.

A pelica era um pouco mais adequada do que a pele de cabra, por isso decidi usar isso.


Comecei com uma faca e testei a superfície de corte em um pequeno pedaço do pergaminho.
Inicialmente, eu usei um pedaço de mármore como uma placa de apoio (o que eu uso como suporte para a minha pele de trabalho), e testadas várias lâminas X-acto, uma faca da Stanley, e algumas facas cirúrgicas para ver o que funcionaria melhor no pergaminho.

As lâminas da Stanley e facas cirúrgicas foram muito nítidas, mas eram demasiado finas para a pressão necessária para cortar o papel vegetal grosso - elas entortaram ou vincaram, tornando o controle mais difícil.

A X-acto mais espessa funcionou bem, e um micro x-acto (tamanho n º 3) funcionou bem para os espaços pequenos e detalhes.

O mármore não funcionou bem, pois era duro o suficiente para cegar as lâminas.
Então, decidi por utilizar uma placa de corte de madeira que era suficientemente estável, mas não destruiria as lâminas. O teste mostrou que eu poderia trabalhar com cortes bem pequenos - Esta peça tem um pouco mais de um centímetro de comprimento.


Eu imprimi o desenho em escala de cada camada, e decidi começar o trabalho de baixo para cima. O padrão foi transferido para a peça de vitelo usando uma mesa de luz e em seguida a peça foi gravada com lápis e feito o corte da borda para se certificar de que ficou limpa e plana (vitelo tende a ondular).

Esta é a camada inferior, tendo sido cortada (ainda gravou a borda). O trabalho é lento e árduo, mas funcionou.


Segunda camada da camada do fundo.

Este é um retrato do segundo corte para fora, quando eu deixei as bordas da largura total. Aqui eu encontrei o primeiro problema com a construção real.

Meu primeiro pensamento foi colar as duas camadas juntas, pregar guias na camada de baixo para cima. Ao fazer isso, descobri vários problemas. O primeiro foi a cola. Tentei uma cola chamada Elmers, que saturou o pergaminho e o manchou, além de não ter segurado muito bem, tentei cola de luthier, e até mesmo cola de madeira, mas nenhuma deu bons resultados. Eventualmente eu tive que recorrer a uma variante de superbonder, que finalmente fez segurar a coisa. Até este ponto, no entanto, as duas primeiras peças tinham sido bastante destruído e tiveram de ser recortadas. Quando eu as juntei, tentei anexar o pergaminho dobrado ao separador vertical, usando as guias de nível inferior. Isto foi quase impossível - havia muita tensão sobre ele, e a cola não conseguiu segurar a pressão também.

Eu acho que os pergaminhos antigos devem ter usado uma pele muito mais fina do que eu estava usando.

A solução poderia ter sido trabalhar com um fino pergaminho e tê-lo instalado permanentemente, mas esta roseta em particular era muito frágil e instável.

Então eu decidi, em vez de construir uma madeira muito leve (neste caso basswood e balsa) fazer uma armação para prender tudo, e para adicionar o suporte estrutural para que a roseta pudesse ser manuseada com mais facilidade. Então as camadas foram recortadas e sairam com suas bordas completas para dar maior superfície para a colagem.

As duas camadas inferiores coladas. Estas se mostram mais estáveis.

O próximo passo foi construir a estrela de madeira. Isso foi feito através do corte de doze pequenas peças de basswood, dobrando as articulações de cada uma, e colando em conjunto para criar um quadro. Uma tira de pergaminho foi cortada ao comprimento, dobrada de forma apropriada e colada na moldura de um forro. O pergaminho e a madeira foram aparadas e limpas.

As camadas inferiores foram coladas na parte inferior da moldura de madeira e ficou muito bom.

E então foi cortado o excesso. Este é o fundo final. Na verdade, é bastante sólido, de modo que parece funcionar e pode ser manuseada sem medo de se desmoronar tão facilmente.

Desde que a técnica pareceu funcionar bem para a camada inferior, eu decidi usar a mesma lógica para o próximo nível. Esta é a camada inferior da segunda camada a ser cortada.

Ao terminar a camada inferior da segunda camada, uma das coisas que pode ser vista claramente é que eu estou desenhando e cortando no lado da carne do pergaminho, mas o objectivo final será do lado da pele, que é mais suave.

Esta peça teve uma grande falha no espaço central e é por isso que tem bordas grandes. Há também alguns rasgo na carne, no canto inferior esquerdo, como vocês podem ver. Mas a região onde o projeto é colocado está limpa.

Isso vai ser colocado em cima da estrela de madeira.

O projeto da segunda camada será colocado em cima da primeira camada. A estrela foi a armação de madeira pintada de nanquim preto para não aparecer.

Estas foram coladas juntas e as bordas desbastadas para moldar a adição do próximo quadro.

O segundo quadro.

Isso é feito a partir de uma faixa de 1 / 2 polegada de madeira balsa, que foi dobrada no vapor em um círculo.

Com o segundo quadro no lugar, estou adiando a montagem final até que eu trabalho fora da estrutura superior esteja pronto- veja abaixo.



Testing the spacing/fit on the third tier. Might have been tedious, but it looks very nice in place. Starting to look like it's supposed to.


O problema agora é descobrir como criar a borda superior de modo que: 1) é estruturalmente sólida, 2) pode ser firmada dentro e fora do instrumento, sem danificar o mesmo ou a si mesmo; 3) não superposição da frente da boca, ou sobrepor muito acima da superfície do tampo (para evitar que acorda resvale).

A idéia é ter um anel estreito de madeira que fica acima da boca ligada a um anel mais vertical de madeira que estrutura a roseta.

Eu selecionei um pedaço de cedro de tampo de guitarra que eu tinha. Eu estarei usando isso para testar o molde e anel de apoio superior.

Minha intenção inicial era cortar isso de um pedaço de ébano. Isso se provou problemático por duas razões. Em primeiro lugar, eu não tinha um pedaço de ébano grande o suficiente para cortá-la em uma peça e não acho que uma peça montada seria forte o suficiente. Em segundo lugar, a única peça de ébano que eu poderia achar que era grande o suficiente , tinha uma polegada de espessura, o esforço que seria necessário para reduzi-la a um anel estreito e fino era um aburdo. Em vez disso, eu selecionei uma parte limpa do basswood, o mesmo pedaço que havia cortado as peças da estrela de seis pontas, e esculpi esta aliança como uma peça única. Lição aprendida aqui. Esculpir o primeiro o centro. Eu cometi o erro de cortar as arestas na primeira tentativa.

O anel de corte foi então lixado e a borda superior externa arredondada de modo que se misture de forma mais suave com o tampo, em última instância.

Esta foi pintada de preto ( tinta de couro) e uma camada de tinta preta à prova d'água. Uma vez reunidos com o anel vertical, será hidratada e selada.

Em seguida trabalhou-se no anel de suporte vertical que seria colado embaixo do anel superior e teria também um pedaço da parede exterior de cortiça.

Que foi embebida em água morna. Eu deixei secar para que a madeira ficasse na forma, e depois apertei o laço e colei.

Usando cola de luthier eu colei o laço de ébano, segurando-os juntos com prendedores de roupa como grampos. O laço neste momento poderia deslizar através do buraco no tampo. Depois que a cola estava seca, eu lixei as bordas para que ele fizesse um círculo liso, agora com cerca de duas camadas de espessura.

Depois eu cortei uma tira fina de cortiça a partir de um pedaço de cortiça que eu tinha. Isso foi então colocado ainda mais fina, até que foi preenchida a cerca de 2mm de espessura. Isso foi dobrado com muito cuidado e colado à borda externa do anel de ébano, utilizando a super-cola.

O anel de suporte vertical foi então cuidadosamente montado na boca.

Fui lixando suavemente a borda inferior da cortiça de modo que pudesse ser facilmente encravada na boca, mas não com muito esforço no próprio anel.



A terceira camada completa, com o pergaminho esculpido deve ser uma fração de milímetro mais fino que a ponta da cortiça.

A espessura do anel vertical da madeira era bastante estreita, tão somente um par de milímetros detém o pergaminho com a madeira.

Empilhando todos juntos.





Este instrumento barroco foi feito pelo luthier Chris Steinert

Veja a matéria original no site abaixo.

http://crab.rutgers.edu/~pbutler/parchment.html